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O Brasil, como um dos maiores paises católicos do mundo, vem sofrendo a influência do Catolicismo desde a empreitada rumo ao desconhecido, proporcionada por investimentos portugueses.
O “habitus religiosos” impregnou nosso cotidiano como uma praga em nossos corações. Modo de andar, vestir e pensar, não são nada se comparado ao poder filosófico que tal religião disseminou e continua espalhando por todo globo.
Pessoas morreram e lugares inteiros foram destruídos, como indo em direção oposta ao que nós pensamos sobre uma religião apaziguadora e unificadora.
Independentemente do que cada um de nós pensa sobre a religião: objeto de fuga, necessidade de socialização, ou até redenção divina, ela, claramente vem sendo utilizada também para os mais torpes e variados fins.
Agora a polêmica ronda as escolas do país. Seguindo exemplos de outros países, muitos colégios estão adotando o ensino religioso, facultativo ou obrigatório, como forma de introduzir mais um ensinamento aos seus alunos, buscando ao mesmo tempo unir religião e educação, formando verdadeiras legiões de seguidores de fiéis “surdos, cegos e mudos”.
Nesses casos o livre arbítrio e a auto-interpretação do cotidiano, correm sérios risco de passar por uma censura. Uma educação que privilegie o desenvolvimento moral e cívico de seus alunos deve, antes de qualquer coisa, resguardar seu direito de escolher a filosofia de vida que deve seguir.
O Ensino Religioso seja ele de qualquer vertente filosófica, não deve invadir limites educacionais. A religião deve, pela democracia de escolha, ser, fundamentalmente, um aprendizado intra seio familiar e correspondentes igrejas, assembléias, sinagogas etc.
Já sabemos por experiências anteriores que, em qualquer âmbito que não seja o familiar e o religioso, os ensinamentos morais e cívicos relacionados à fé, como, por exemplo, na política internacional ou na economia, causam traumas permanentes na memória de toda uma civilização.É importante que certas coisas continuem como sempre foram. E nesse caso específico o Ensino Religioso, tão polêmico e pouco relevante, necessariamente não deve invadir portões escolares.

criado por tiora
16:47:25