Críticas sem medo

Poesias, Crônicas, Artigos sobre todos os tipos de assuntos e notícias. Busco lapidar a revolta com palavras que expressem meus pensamentos a todos tipos de leitores. Muitas vezes não consigo e acabo deixando que a revolta e indignação tome conta do

Críticas sem medo

Poesias, Crônicas, Artigos sobre todos os tipos de assuntos e notícias. Busco lapidar a revolta com palavras que expressem meus pensamentos a todos tipos de leitores. Muitas vezes não consigo e acabo deixando que a revolta e indignação tome conta do
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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2007

22.10.07

Gestos e Palavras

categorias: POESIA
Quando tudo parece perdido,
Quando até o ar te falta
e as coisas parecem não melhorar.
Gestos e palavras bastam.

Quando a tristeza lhe invade a alma,
Quando as respostas lhe fogem da palma
e a vã esperança se exala.
Olhares e carícias bastam.

Quando a visão se escurece,
Quando as lagrimas escorrem
e a mão se estremecem.
Sorrisos e afagos bastam.

Mas,
Quando gestos
palavras,
olhares,
carícias,
sorrisos
e afagos não lhe bastam,
a introspecção da alma não se sustenta,
e a realidade é o que sobra.

A esperança ressurge de dentro,
Interior aos sentimentos
Do mais profundo e inexato amor.
  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 15:27:44

TAPA BURACOS

categorias: EDUCAÇÃO

Mais burocrático e letárgico que o Sistema de Ensino Brasileiro, é a ação civil e governamental pautada no pressuposto de que não há nada a fazer a não ser tapar os buracos.
Concomitante a esse fato, o surgimento da geração que, hipoteticamente, seria detentora de toda consciência e sabedoria que não tiveram nossos antepassados esbarra na superioridade dos professores e lições das ruas. Tendo em vista a dificuldade que as escolas públicas enfrentam, observamos pais e amigos trabalhando gratuitamente com o intuito de resgatar essa geração para as salas de aula.
O projeto governamental “Escola da Família”, que mais deveria ser denomina de “Escola Buraco”, possui, de certa forma, boas intenções, mas que na prática não funcionam.
Isso ocorre porque na maioria das vezes, os alunos que freqüentam esses projetos, vêem neles uma forma de variar suas atividades, sair da rotina do dia-a-dia, resumindo, são alunos que normalmente freqüentam as aulas, se interessam em aprender.
Já, o projeto “Hora da Leitura”, busca incentivar os alunos á prática da leitura diária, prazerosa e que estimula a imaginação e treina a escrita da criança.
Neste caso o exercício é executado mas se mostra apenas mais um dos vários “tapa-buracos” implementados pela Secretaria da Educação.
Na realidade, o que salta aos olhos é a intensa necessidade de se realizar algo, se pôr em prática algum projeto, pensando na possibilidade de seu sucesso.
Não existe uma receita pré-determinada para se conseguir alunos mais interessados, professores mais empenhados e, consequentemente, crianças mais educadas – no sentido de escolarizadas, com mais conhecimento formal e preparadas para a vida em sociedade.
O que fazer se receita não há?
Devemos continuar tentando e esvaziando os cofres públicos com tentativas desastrosas?
É evidente que tentar é absolutamente favorável, mas insistir na mesma tentativa é demonstração de desinteligência.
Ministros, Senadores, Vereadores, Coordenadores, Supervisores, boa parte em busca de uma solução que acabe com esse infinito vai-e-vem de tentativas, investigando formas de encontrar caminhos viáveis e que tenha resultados práticos.
Os “tapa-buracos” não podem tapar nossa visão para o que ocorre nas salas de aulas das escolas públicas brasileiras.
É importante que a sociedade civil tenha conhecimento da realidade e norteie suas ações à partir dele. É importante ainda, que reflitam a respeito da educação infantil (que dá a base moral e educacional para as crianças) e o ensino superior (que prepara os profissionais da educação). Que adentrem as escolas, sim; mas como expectadores, através de seus filhos, sobrinhos e netos.
Percebam suas atividades, seu comportamento, suas atitudes frente às adversidades. A sociedade é um espelho deformado da escola. Sejam observadores dessas crianças. Analisem, questionem, busquem compreender fazendo um paralelo entre suas atitudes dentro e fora da escola.
Não há necessidade de se estar fisicamente nas escolas para se ter conhecimento do que lá se passa.
“Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas” (Rubem Alves). 
 

  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 14:23:45