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Já pensou em passar um dia todo sem fazer nada? E se, em algum momento não quiser pensar em mais nada por algumas horas ou dias? Será condenado por Deus, ou simplesmente sofrerá as sanções do preconceito vindo de uma sociedade hipócrita e burocratizada?
Sofremos este tipo de represália pois, o sistema Capitalista de produção, aquele em que a lógica predominante é a conservação da propriedade privada e a busca intensa por lucros, possui seus fundamentos arraigados na Ética Protestante, mais especificamente no Calvinismo.
Os fundamentos que norteiam a religião criada por João Calvino, diz que as habilidades humanas devem ser percebidas como dádiva divina e por isso precisam ser incentivadas. A obtenção do lucro, seria apenas uma conseqüência – permitida – por Deus. No momento em que deixamos de aplicar nossas habilidades, segundo esta doutrina, abandonamos o direito de ser filho de Deus, e mais que isso, passamos a sofrer poderosas sanções da igreja e de seus fiéis.
No sentido de compreender a lógica implícita na relação entre moral religiosa e ética econômica, o alemão Max Weber, publica a obra escrita em meados de 1904 e 1905, intitulada: “Ética protestante e o espírito capitalista”, buscando o elo que proporciona esta união.
O capitalismo moderno e, segundo muitos economistas, mais próximo do ideal, começa com a Revolução Industrial e as chamadas revoluções "burguesas", ou seja, a Revolução Gloriosa inglesa, a Independência dos EUA e a Revolução Francesa.
O Sistema de produção em questão, como uma poderosa bactéria, se alastrou por todo mundo com uma velocidade insuperável. O Capitalismo demonstra seu poder nos pequenos detalhes do dia-a-dia, como por exemplo, na falência de uma micro-empresa, na relação oferta e procura e na existência das propriedades privadas. Ele impõe o ritmo de nossas vidas, ditando regras e fazendo exigências.
Mesmo entre os cientistas sociais mais otimistas, a possibilidade da extinção deste sistema de produção chega quase ao nível do impossível, por que nós, consumidores, contribuímos com o fortalecimento desta doutrina econômica.
Em outras palavras, o Capitalismo vive porque não abdicamos de nossas residências, não conseguimos superar o consumismo, enfim, não conseguimos encontrar outra forma de sobreviver sem ser na relação explorado e explorador, proprietário e trabalhador.
Todas nossas escolhas e atitudes têm, embutido na memória, características discursadas por esse sistema, o que fica evidenciado em frases como “o trabalho enobrece o homem”, ou “Mente vazia, oficina do diabo”, as quais, possuidoras de uma moral/religiosa, demonstram o poder que estas idéias econômicas tinham e ainda têm em nosso cotidiano.
É necessário que tenhamos em mente o poder castrador que o Sistema Capitalista de Produção possui. É ainda mais importante que, na medida do possível, busquemos encontrar soluções para impedir, que, num futuro próximo, a extinção dos nomes próprios, sejam trocados por uma numeração dada a cada indivíduo no momento de seu nascimento como uma mercadoria nas prateleiras do supermercado.

criado por tiora
06:52:07
Cada vez mais encontramos cidadãos comuns discutindo política em bares, restaurante, ou em qualquer lugar que exista uma pessoa minimamente informada sobre as questões que aflige política e economicamente nosso país.
O atual momento político no Brasil é de esperança e otimismo para a grande maioria dos estudiosos e pesquisadores.
O dólar cai a cada dia que passa decorrente do excelente índice do Risco - Brasil, fator indicativo de que nossa economia anda mais estável e segura no que diz respeito aos investimentos externos.
O Biodísel cresce em importância a olhos nus, mesmo que sendo dividido com nosso arque-inimigo norte-americano.
Nosso poder de compra não teve equivalência na história brasileira.
No geral a sociedade sente no ar o otimismo e a esperança em dias melhores.
Nesse momento a inércia é necessária, a reflexão traz a tona questões envoltas em nuvens de dúvida e esquecimento.
O escândalo dos mensalões, que fim teve? Se é que houve um fim para toda aquela rapinagem!
A saúde pública, com suas imensas filas de espera para um transplante ou um simples atendimento?
E o corrupto Paulo Maluf, novamente na ativa, politicamente falando?
E o racismo e preconceito contra os negros, num país onde todos dizem ser democrático e igualitário?
E a violência urbana? O poder paralelo está a tanto tempo em nosso cotidiano que chego a confundir quem são os bandidos e quem são os policiais. Por falar em violência, e nosso sistema carcerário que mais serve como uma escola para recrutas do crime organizado?
Enfim, e o grande desapontamento com a política retrograda e insatisfatória realizada pelo atual presidente da República?
Como podemos deixar que esses problemas, simplesmente sejam empurrados para debaixo do tapete? Mesmo sendo muito cômodo e confortável não "mover um dedo" para se resolver esses problemas, acredito que uma hora ou outra será necessário que pessoas comuns, como eu e você, façamos algo no mesmo sentido.
E como desgraça pouca é bobagem, só mesmo a vinda do papa Bento XVI, que mais parecia a chegada de um astro do rock, ou uma celebridade de Hollywood, para transformar o caótico trânsito paulistano, numa versão mais parecida com as séries de perseguição e crime.
E o otimismo que continue com sua cínica esperança!

criado por tiora
19:50:45É absolutamente vergonhosa a falta de memória política do eleitorado brasileiro. A reaparição de antigos fantasmas prova que, ao votar, os cidadãos não se lembram de governos e fatos passados. Apóiam-se em campanhas atuais e novas propostas de governo. Essas assombrações, contando com a amnésia política da população, realizam verdadeiras peças teatrais nos horários políticos, prometem “mundos e fundos” como em campanhas anteriores que, muito provavelmente, não serão cumpridas.
Um deles “rouba-mas-faz”, outros contaram com a influência prejudicial da mídia... Muitas são as desculpas, poucos são os argumentos factuais.
Paulo Maluf e Fernando Collor são os dois principais representantes do partido PPAFB (Partido do Purgatório das Almas Fantasmagóricas do Brasil), que concentra grande número de representantes. E, com toda a certeza, um número maior ainda de eleitores, tendo em vista que Paulo Maluf foi o deputado federal mais votado do país nestas eleições.
Há que se deixar claro que, além da amnésia política, muitos eleitores sofrem da chamada “Falsa Identificação”. Isso se evidencia com a eleição de vários candidatos evidentemente despreparados e ingênuos, que acreditam que simplesmente sua vontade individual no congresso mudará o mundo. Sabemos, de longa data, as conseqüências - a população sofre e sempre sofreu com a participação destes políticos de carteirinha.
Irresponsabilidade com o bem público, corrupção, autobenefício e muitas outras características das políticas em questão, atrapalham o andamento dos projetos sociais e, no limite, prejudicam a imagem da política brasileira, aqui e em outros países. Como se fosse uma bola de neve, quem sabe se, nas próximas eleições, colocaremos no Congresso seres políticos cada vez mais impulsionados pelos benefícios do cargo. Assim, num passe de mágica, nós, doentes da memória, nem ao menos nos lembraremos dos nomes dos referidos políticos.

criado por tiora
17:45:03
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