Críticas sem medo

Poesias, Crônicas, Artigos sobre todos os tipos de assuntos e notícias. Busco lapidar a revolta com palavras que expressem meus pensamentos a todos tipos de leitores. Muitas vezes não consigo e acabo deixando que a revolta e indignação tome conta do

Críticas sem medo

Poesias, Crônicas, Artigos sobre todos os tipos de assuntos e notícias. Busco lapidar a revolta com palavras que expressem meus pensamentos a todos tipos de leitores. Muitas vezes não consigo e acabo deixando que a revolta e indignação tome conta do
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Terra Blog

Categoria: EDUCAÇÃO

22.10.07

TAPA BURACOS

categorias: EDUCAÇÃO

Mais burocrático e letárgico que o Sistema de Ensino Brasileiro, é a ação civil e governamental pautada no pressuposto de que não há nada a fazer a não ser tapar os buracos.
Concomitante a esse fato, o surgimento da geração que, hipoteticamente, seria detentora de toda consciência e sabedoria que não tiveram nossos antepassados esbarra na superioridade dos professores e lições das ruas. Tendo em vista a dificuldade que as escolas públicas enfrentam, observamos pais e amigos trabalhando gratuitamente com o intuito de resgatar essa geração para as salas de aula.
O projeto governamental “Escola da Família”, que mais deveria ser denomina de “Escola Buraco”, possui, de certa forma, boas intenções, mas que na prática não funcionam.
Isso ocorre porque na maioria das vezes, os alunos que freqüentam esses projetos, vêem neles uma forma de variar suas atividades, sair da rotina do dia-a-dia, resumindo, são alunos que normalmente freqüentam as aulas, se interessam em aprender.
Já, o projeto “Hora da Leitura”, busca incentivar os alunos á prática da leitura diária, prazerosa e que estimula a imaginação e treina a escrita da criança.
Neste caso o exercício é executado mas se mostra apenas mais um dos vários “tapa-buracos” implementados pela Secretaria da Educação.
Na realidade, o que salta aos olhos é a intensa necessidade de se realizar algo, se pôr em prática algum projeto, pensando na possibilidade de seu sucesso.
Não existe uma receita pré-determinada para se conseguir alunos mais interessados, professores mais empenhados e, consequentemente, crianças mais educadas – no sentido de escolarizadas, com mais conhecimento formal e preparadas para a vida em sociedade.
O que fazer se receita não há?
Devemos continuar tentando e esvaziando os cofres públicos com tentativas desastrosas?
É evidente que tentar é absolutamente favorável, mas insistir na mesma tentativa é demonstração de desinteligência.
Ministros, Senadores, Vereadores, Coordenadores, Supervisores, boa parte em busca de uma solução que acabe com esse infinito vai-e-vem de tentativas, investigando formas de encontrar caminhos viáveis e que tenha resultados práticos.
Os “tapa-buracos” não podem tapar nossa visão para o que ocorre nas salas de aulas das escolas públicas brasileiras.
É importante que a sociedade civil tenha conhecimento da realidade e norteie suas ações à partir dele. É importante ainda, que reflitam a respeito da educação infantil (que dá a base moral e educacional para as crianças) e o ensino superior (que prepara os profissionais da educação). Que adentrem as escolas, sim; mas como expectadores, através de seus filhos, sobrinhos e netos.
Percebam suas atividades, seu comportamento, suas atitudes frente às adversidades. A sociedade é um espelho deformado da escola. Sejam observadores dessas crianças. Analisem, questionem, busquem compreender fazendo um paralelo entre suas atitudes dentro e fora da escola.
Não há necessidade de se estar fisicamente nas escolas para se ter conhecimento do que lá se passa.
“Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas” (Rubem Alves). 
 

  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 14:23:45

29.03.07

APRENDEMOS MAIS AOS 2 ANOS

categorias: EDUCAÇÃO

A melhor idade para se aprender é dos 2 aos 6 anos, porque é a época em que o cérebro mais produz sinapses, afirma o pedagogo e consultor em Educação Infantil, Vital Didonet. As sinapses são pontos onde as extremidades de neurônios vizinhos se encontram e o estímulo passa de um neurônio para o seguinte, por meio de mediadores químicos, os neurotransmissores.
O pesquisador revela ainda, em entrevista a Revista Época, que “as crianças que ficam em casa ou em uma creche ruim podem ter seu desenvolvimento prejudicado. Se não desenvolvem a linguagem, terão dificuldades em se expressar e a alfabetização será mais difícil”.
A cada estímulo as crianças respondem, um pouco de acordo com sua própria personalidade e outro dependendo do encaminhamento que cada orientador oferece a determinados fatos do dia-a-dia.
Essa é uma lição que o Brasil precisa aprender e, neste sentido, vem aos poucos criando projetos para mudar a realidade da situação. Em 2006, uma renda extra, foi incluída no FUNDEB – Fundo Nacional de Educação Básica, destinadas às escolas de Educação Infantil. Como a quantia foi muito inferior à esperada, entidades se uniram em uma Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
A importância de se investir na educação de crianças com pouca idade, na maioria das vezes, é contrario ao pensamento de muitos pais. Acreditam que é perda de tempo e dinheiro matricular seus filhos antes dos 5 anos.
O que não percebem é que, no fundo, acaba sendo um investimento que terá retorno no momento em que seu filho se matricular em uma universidade pública.
Neste aspecto, São João da Boa Vista vem mostrando todo seu potencial com inúmeros alunos que entram em universidades públicas e que tiveram uma boa educação quando crianças.
Dispomos, na cidade, de inúmeras escolas de Ensino Infantil, com profissionais especializados, ambientes adequados, brinquedos pedagogicamente escolhidos e, acima de tudo, com o compromisso de oferecer a melhor educação para crianças de todas as idades e realidades sociais.
Saber diferenciar entre creche e escola de Educação Infantil torna-se mais fácil a cada dia que passa. Nas creches, o intuito é manter as crianças com recreações que as levem a um desenvolvimento motor mínimo e os apresente à convivência com outras crianças de mesma idade, estabelecendo uma maior sociabilidade.
As Escolas de Ensino Infantil realizam atividades pedagogicamente orientadas, onde a criança aprende brincando. Os profissionais são qualificados para, ao realizar programas de recreação, ainda alfabetizem e ensinem conteúdos regulares fundamentais, com a finalidade de oferecer um futuro de sucesso e felicidade para as crianças.
Com inúmeros exemplos de como a educação nos primeiros anos de vida da criança é fundamental para seu desenvolvimento motor, mental e social, São João se orgulha de nomes como Guiomar Novaes, Orides Fontela, Fernando Furlaneto, Pagú, Maria Sguassabia, Carolina Malheiros, entre outros.
Tal sucesso só é conquistado através de muito estudo e trabalho árduo na busca de soluções práticas e eficazes para a educação em nosso país.
Em São João, incontáveis projetos são elaborados todos os dias, mas só os melhores saem do papel, tais como Concurso de Soletração, Olimpíadas de Matemática, Campeonatos de Xadrez, Projetos de Pintura e Leitura. Ainda plantações politicamente corretas feitas por crianças, Ginástica Olímpica, Robótica e aulas de Línguas, compõem uma miscelânea criativa com um só propósito: formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres neste caos de oportunidades.

  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 11:51:51

08.01.07

O Ensino Religioso nas escolas brasileiras

categorias: EDUCAÇÃO

O Brasil, como um dos maiores paises católicos do mundo, vem sofrendo a influência do Catolicismo desde a empreitada rumo ao desconhecido, proporcionada por investimentos portugueses.
O “habitus religiosos” impregnou nosso cotidiano como uma praga em nossos corações. Modo de andar, vestir e pensar, não são nada se comparado ao poder filosófico que tal religião disseminou e continua espalhando por todo globo.
Pessoas morreram e lugares inteiros foram destruídos, como indo em direção oposta ao que nós pensamos sobre uma religião apaziguadora e unificadora.
Independentemente do que cada um de nós pensa sobre a religião: objeto de fuga, necessidade de socialização, ou até redenção divina, ela, claramente vem sendo utilizada também para os mais torpes e variados fins.
Agora a polêmica ronda as escolas do país. Seguindo exemplos de outros países, muitos colégios estão adotando o ensino religioso, facultativo ou obrigatório, como forma de introduzir mais um ensinamento aos seus alunos, buscando ao mesmo tempo unir religião e educação, formando verdadeiras legiões de seguidores de fiéis “surdos, cegos e mudos”.
Nesses casos o livre arbítrio e a auto-interpretação do cotidiano, correm sérios risco de passar por uma censura. Uma educação que privilegie o desenvolvimento moral e cívico de seus alunos deve, antes de qualquer coisa, resguardar seu direito de escolher a filosofia de vida que deve seguir.
O Ensino Religioso seja ele de qualquer vertente filosófica, não deve invadir limites educacionais. A religião deve, pela democracia de escolha, ser, fundamentalmente, um aprendizado intra seio familiar e correspondentes igrejas, assembléias, sinagogas etc.
Já sabemos por experiências anteriores que, em qualquer âmbito que não seja o familiar e o religioso, os ensinamentos morais e cívicos relacionados à fé, como, por exemplo, na política internacional ou na economia, causam traumas permanentes na memória de toda uma civilização.É importante que certas coisas continuem como sempre foram. E nesse caso específico o Ensino Religioso, tão polêmico e pouco relevante, necessariamente não deve invadir portões escolares.

  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 16:47:25

05.10.06

Antes Tarde do que Nunca

categorias: POLÍTICA, EDUCAÇÃO
Antes tarde do que nunca. Após incessantes debates e reivindicações ao Conselho Nacional de Educação, a lei que torna obrigatório o ensino de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio de todas as escolas públicas e privadas do país, foi homologada dia 11 de Agosto, deste ano, exatamente no Dia Nacional dos Estudantes.
Essa vitória é fruto de incansáveis lutas em busca de uma educação esclarecedora. Eu mesmo participei de passeatas na praça do Congresso Nacional, reivindicando que este parecer fosse aprovado.
Com essa atitude, mais especificamente do Ministro da Educação Fernando Haddad, a questão sobre que cidadão queremos construir com a educação atual, fica cada dia mais clara. Com conteúdos filosóficos e sociológicos, os alunos da rede pública e privada terão em suas mãos a chave de todo pensamento crítico.
As aulas poderão propiciar reflexões acerca do homem e do local onde vive, suas relações com os outros indivíduos, e destes com os meios de trabalho, por exemplo. Se bem aproveitado, o professor poderá instigar questionamentos e assim, levar seu aluno a uma analise, mesmo que superficial, mas que trará um grande crescimento individual e social.
E São João da Boa Vista só tem a ganhar com tal decisão, pois, conta com grande número de profissionais da área, tendo em vista a existência do curso de Ciências Sociais oferecida pela Fundação de Ensino Octávio Bastos.
Já que estamos falando de futuros cidadãos mais conscientes de seu papel na sociedade e interados dos acontecimentos econômicos, políticos e sociais do Brasil e do resto do mundo, vale como curiosidade, abrirmos um parêntese.
É interessante pensar em que circunstâncias essa decisão foi tomada. Em todo governo Fernando Henrique se esperava que ele fosse o primeiro a apoiar o ensino de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, tendo em vista, sua formação acadêmica como Sociólogo e um político que se considera um intelectual voltado para as Ciências Sociais. Seu governo chegou ao final sem a tão esperada aprovação. Já no governo de Luís Inácio Lula da Silva, um ex-operário, ninguém imaginou que essa grande vitória para a educação nacional viesse a acontecer, e, no entanto, agora é fato.
  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 17:42:17

Tem Males que não vem para bem

categorias: EDUCAÇÃO
A Comissão de Constituição de Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo o Projeto de Lei nº 73/99, da deputada Nice Lobão (PFL – MA), que estabelece que as Universidades públicas federais terão de reservar no mínimo 50% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
Agora é fato, 50% das vagas universitárias terão de ser reservadas para estudantes de escola públicas. Atestado de incompetência ou consciência pesada. O programa de cotas do Governo Federal impede que melhorias sejam realizadas na base da educação brasileira, ou seja, que orçamentos sejam investidos no ensino público e gratuito de qualidade do nível básico e em cursinho comunitários.
Retribuir aos menos favorecidos historicamente, não quer dizer necessariamente que seja preciso chamá-los de incompetentes. A condição de negros não lhes traz danos mentais, preguiça ou qualquer outra característica depreciativa, haja vista Milton Santos, Gilberto Gil, Cruz e Souza, Milton Nascimento e muitos outros.
Talvez fosse ideal que negros, índios, mulatos e orientais fossem tratados como todos os cidadãos e dignos de educação de qualidade desde o ensino básico.
As Universidades públicas têm papel estratégico neste processo, uma vez que o conhecimento é hoje moeda fundamental para a inserção soberana e competitiva dos países no cenário globalizado. A qualidade, neste momento fica para escanteio, sendo prioritário os índices numéricos. Sendo assim, aumentando o número de trabalhadores especializados e detentores de conhecimento, o país cresce rumo ao desenvolvimento.
Uma separação por condição socioeconômica seria menos impossível, mas também muito difícil, por ser necessário um método que evite fraudes e no momento em que o Governo Federal descobrir quais pessoas podem ser consideradas negras, será tarde demais para explicar a população que o programa não é uma simples esmola, mas sim uma esmola com troco.
É..., realmente tem males que não vem para bem, tem atitudes que buscam tapar o sol com a peneira e as conseqüências podem ser piores do que imaginamos.
  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 17:38:24