Críticas sem medo

Poesias, Crônicas, Artigos sobre todos os tipos de assuntos e notícias. Busco lapidar a revolta com palavras que expressem meus pensamentos a todos tipos de leitores. Muitas vezes não consigo e acabo deixando que a revolta e indignação tome conta do

Críticas sem medo

Poesias, Crônicas, Artigos sobre todos os tipos de assuntos e notícias. Busco lapidar a revolta com palavras que expressem meus pensamentos a todos tipos de leitores. Muitas vezes não consigo e acabo deixando que a revolta e indignação tome conta do
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Terra Blog

Categoria: VIOLÊNCIA

14.03.07

INTERIORIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA URBANA

categorias: VIOLÊNCIA

A violência Urbana encontra atalhos e se instala no interior das cidades brasileiras.
Segundo pesquisa do Sociólogo Argentino Julio Jacobo Waiselfisz, consultor da Organização dos estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI), as taxas de Homicídios, no período de 1999 a 2004, cresceram 0,8 % ao ano nas capitais e regiões metropolitanas, enquanto que no interior o crescimento superou 5,3%.
Ainda de acordo com o estudioso, tal crescimento nas taxas de Homicídios das cidades do interior, possuem muitos motivos, como contrabando de armas e drogas, existência de organizações criminosas, mas, vem essencialmente do desenvolvimento.
O efeito colateral do desenvolvimento vem mostrando sua face desde alguns anos atrás. Com o inchaço populacional que sofreu algumas regiões do país, somado ao desemprego e, principalmente ao descaso governamental junto aos problemas elementares de qualquer cidadão, como saúde de qualidade, educação desde os primeiro anos de vida, e trabalho para todos, muitos indivíduos se vêem compelidos à criminalidade.
O ranking da violência, ainda segundo estudos da (OEI), fez da pequena cidade de Colniza, no Mato Grosso, com 12.400 habitantes, a "capital nacional dos homicídios", com uma taxa de 165,3 assassinatos por 100 mil habitantes, a maior do Brasil.
A violência no Brasil está atingindo cada vez mais as cidades pequenas, onde a omissão do poder público transformou alguns municípios em terra de ninguém. Com a intensificação do policiamento nos grandes centros urbanos, decorrente dos últimos incidentes que mexeram com a opinião pública nacional, esses criminosos migram em direção a cidades menos protegidas, como por exemplo, são João da Boa Vista, no estado de São Paulo.
Aqui, a falta de estrutura e péssimas condições de trabalho para os policiais, ocasionam inúmeros problemas com a segurança da população. Faltam policiais, veículos e o atendimento de emergência é quase inexistente, segundo informações veiculadas neste O MUNICIPIO de 10 de março.
Sabendo do descaso com a segurança em geral, nos tornamos alvos fáceis de ladrões, assaltantes e todo tipo de criminoso que tem nas ruas e penitenciárias suas principais escolas.
É nesse panorama que o promotor Nelson O´Reilley denuncia os índices de violência apresentados para a região de São João. Segundo ele, existe a possibilidade da falsificação desses dados, levando aos órgãos competentes a impressão de que os níveis de criminalidade na região caíram abruptamente, o que acabou decorrendo na redução da verba destinada à segurança pública de toda região.
Encontrar os responsáveis por esse verdadeiro “boicote” à nossa segurança é um ponto que todos nós, cidadãos sanjoanenses, devemos nos preocupar. E ainda nos esforçar em não permitir que assuntos como esse se torne um tabu.
A simples possibilidade da falsificação destes dados, trás à tona um grande sentimento de irresponsabilidade e, no limite, um verdadeiro crime contra a distribuição da verba pública.
Essa denúncia ainda está em processo de apuração, mas seu efeito nos afeta diretamente.
Será eu existe alguma ligação entre as denúncias do promotor e a transferência de inúmeros policiais para fora de São João?

  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 16:38:32

07.03.07

João Hélio Poeira

categorias: VIOLÊNCIA

Depois de tanta comoção, de tanto furor público e pedidos de reação, acordo e me pego pensando em que “mundo” encontraria solução para problemas com os quais convivemos diariamente: violência urbana, corrupção e descaso com a educação.
Não me considero uma pessoa pessimista, mas ainda assim, as resposta que sempre obtive, nunca foram as que eu pretendia de fato ter descoberto.
Baseando-me em fatos históricos, compreendo a impressionante falta de senso de luta, em particular, do povo brasileiro. Nos momentos mais revoltantes é que o brasileiro se acovarda e se esconde entre as “saias do estado”, aguardando alguma atitude de órgãos superiores.
Com o trágico assassinato de João Hélio no Rio de Janeiro, a sociedade nacional viu que mesmo fechando os olhos para os fatos, eles insistem em permanecer em seus pesadelos mais reais.
Agora, um surto revolucionário pipoca em todo território, mas ainda assim, sendo realista, novamente não vai dar em nada, até porque, os surtos, além de serem esporádicos, são isolados, como baratas tontas num mar de lama.
Então, em que mundo vamos encontrar uma sociedade igualitária, com boa educação, e justiça? Sinceramente, acho que não tenho boas notícias para vocês que se hipnotizam diante do caos.
A realidade é que, mundo algum sobreviveria em harmonia com uma sociedade extremamente individualista, hipócrita e que escondem em buracos cada vez maiores seus problemas mais vitais.
E, diante de tudo isso “Você não vai fazer nada?”, acho que já sei a resposta!

  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 09:53:15

05.10.06

Brincadeira de Mau gosto

categorias: VIOLÊNCIA
É realmente de muito mau gosto inverter o sentido de uma grande conquista. A palavra “trote”, por si só significa violência. Queimadura por Permanganato de Sódio, afogamentos em piscinas; banhos com urina em praças públicas; bebedeiras homéricas; leilões de calçados e muitas outras práticas, abusivas e vexatórias são frequentemente usadas em cerimoniais de boas vindas aos calouros universitários.
Várias Universidades fingem que esses atos não acontecem, outras punem com vigor, chegando a expulsar os atores de tais barbaridades. Mas parece que nada é capaz de barrar esse tipo de atitude, que em sua grande maioria não leva a lugar nenhum.
Ao contrário desses atos, os Trotes Solidários, como são atualmente denominados aqueles trotes que possuem fins humanitários, são cada vez mais incentivados e divulgados na mídia em geral. São destinados a entidades assistenciais, casas abrigo ou a qualquer pessoa que necessite de ajuda. Com a arrecadação de cestas básicas, dinheiro, calçados, roupas, ou até mesmo qualquer tipo de ajuda braçal, os calouros participam com mais vontade e sabendo que estão ajudando alguém necessitado.
Especialmente, em algumas cidades, os calouros são incentivados a realizarem doações de sangue. Em épocas como a de Carnaval, por exemplo, essa pode ser uma ajuda de fundamental importância para quem precisa.
Com tantas opções para se realizar um trote solidário, tendo em vista, a grande desigualdade social, geradora de carências materiais e afetivas, fica evidente que essa brincadeira de mau gosto precisa acabar definitivamente. Não é preciso que esperemos todo começo de ano para nos preocupar com a violência que agride tantos jovens no Brasil.
Programas de prevenção devem ser discutidos e analisados ao longo dos anos, com o apoio de governantes, da sociedade e de comunidades locais, para que só desta forma tenhamos um cerimonial de iniciação do nível da conquista obtida.
  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 17:39:17

Blindagem

categorias: VIOLÊNCIA, ATUALIDADE
Neste último domingo (19), como é de conhecimento geral, o programa “Fantástico” da Rede Globo transmitiu o documentário: “Falcão: Meninos do Tráfico”, realizado em parceria dessa emissora com o cantor de rap MV Bill e seu produtor musical Celso Atayde.
Com o intuito de trazer a temática da violência e do narcotráfico para a pauto do dia, este documentário foi gravado durante seis anos, onde MV Bill e Atayde realizaram entrevistas com traficantes de várias regiões do país, buscando demonstrar a visão desses meninos sobre a vida no tráfico de drogas.
O que diferencia este trabalho de tantos outros voltados para a mesma temática, ou seja, a abordagem utilizada nas gravações, é exatamente o que o torna impactante.
O modo como foi produzido é absolutamente novo e chocante. As palavras possuem valor por si só. O discurso de cada pessoa entrevistada trás à tona, com tanta objetividade, a realidade daqueles indivíduos, transformando as imagens e simples apêndices.
A violência e o tráfico de drogas no Brasil estão diretamente ligados a nosso cotidiano. Todos os dias encontramos notícias sobre esse assunto e com toda certeza nada do que foi dito no documentário soa absolutamente novo. Mas então porque os telespectadores do “Fantástico” ficaram extremamente chocados com aquelas cenas e discursos?
No dia seguinte a exibição das gravações, não houve sequer um jornal seja ele impresso, eletrônico ou televisivo, que não publicou linhas a respeito, e, nas rodas de conversa o assunto era único.
Uma blindagem que insistimos em ostentar é justamente o que nos impede de olhar para quem realmente necessita de nossa ajuda. Ignoramos a existência desses personagens, como que para não nos desviarmos de nosso egocentrismo burguês.
O documentário veio para trazer um certo desconforto em nosso individualismo. Veio para mostrar que não adianta agir como se nada fosse melhorar e anular o voto dizendo que político nenhum faz nada, e simplesmente ficar catatônico olhando a situação se agravar.
  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 17:35:10

Mocinhos e Vilões

categorias: VIOLÊNCIA
Depois de baixada a poeira das granadas e dos corpos caídos no chão, as imagens tornam-se mais claras e ao mesmo tempo assustadoras. Como num passe de mágica uma revolta de grande proporção cessa abruptamente, como se esperasse um comando de ataque, ou quem sabe, o fim de um acordo amistoso.
O poder paralelo no Brasil toma proporções grandiosas. A sincronia e organização são de dar inveja a qualquer órgão, civil ou militar, bem estruturado e aparelhado. Esse poder dispões de armas pesadas em quantidade e qualidade que, sem exagero, assusta qualquer policial bem treinado e com grande de experiência.
Favorecidos pela negligência das entidades responsáveis, membros do PCC, Primeiro Comando da Capital, se comunicavam com pessoas de dentro e fora dos presídios, além de arrecadarem fundos através de falsos seqüestros via celular. Com toda essa facilidade de comunicação, imaginar as conseqüências, é tarefa simples, até mesmo para leigos como eu.
O problema do uso de aparelhos celulares em presídios não é de hoje. Uma revolta semelhante ocorreu o ano passado, mas em menor proporção. Representantes governamentais alegam que realizar reformas para conter o fluxo de ondas celulares nos presídios acarretaria uma grande despesa orçamentária, comprometendo os cofres públicos, além de prejudicar muitos moradores, que por residirem próximos a presídios, teriam seus celulares invalidados.
Deste ponto de vista é salutar a impressão de que é mais fácil e barata a realização de centenas de funerais de policiais civis; as despesas hospitalares de muitos feridos por balas perdidas; a restauração de construções e locais públicos destruídos pelos ataques marginais; e ainda lidar com a insatisfação popular.
Às vezes até chego a pensar, depois de muito lutar contra, que essa história, com mocinhos e vilões bem conhecidos do público, que deixou em pânico boa parte da população brasileira e foi incessantemente televisionado, não passou de um mega acordo entre os mocinhos fardados e vilões encapuzados, com o intuito de mostrar para a população o quão organizado e prestativo é o serviço dos mocinhos fardados que, andam mal remunerados e com uma popularidade cada vez mais em baixa.
Realidade ou imaginação, os corpos são reais, o pânico é real e mais real ainda é o montante obtido com todo esse terrível circo. Mais uma vez o medo alheio é lucrativo..
  • criado por  tiora criado por tiora
  • Postado em 17:30:37